Terras Raras Também Serão Coisas de Rico?
02/05/2026 at 12:05:54
Author: Jackson Cionek
02/05/2026 at 12:05:54
Author: Jackson Cionek
Subtítulo: Psicopatologia do Estado Brasileiro
1. Abertura — Fractal, 17 anos
Terras raras parecem coisa distante.
Mas estão no celular, nos satélites, nos chips, nos carros elétricos, nas turbinas e nas tecnologias do futuro.
Agora pergunta:
se isso é estratégico para o Brasil, por que entregar rápido para poucos?
Quando algo pertence ao território, não deveria virar apenas negócio de rico.
Deveria virar soberania nacional.
2. Aprofundamento
O Brasil discute uma política para minerais críticos e estratégicos. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o PL 2780/2024 deve avançar e disse que a proposta pode gerar investimentos em educação e mão de obra qualificada. (Portal da Câmara dos Deputados)
Mas aqui está o ponto crítico:
falar em educação e bem social pode ser bonito, mas não resolve se a estrutura entregar o controle da riqueza estratégica para poucos.
Foi assim com a Vale.
Um patrimônio estratégico saiu da mão do Estado e passou a operar dentro da lógica do lucro privado.
Agora o risco se repete com as terras raras.
O PL 2780/2024 institui uma política nacional para minerais críticos, estratégicos e terras raras. (Portal da Câmara dos Deputados) Segundo a CNI, o projeto propõe incentivos fiscais, financeiros e creditícios para fomentar essa cadeia produtiva. (Agencia de Notícias CNI)
Ou seja:
o Estado organiza, incentiva, reduz risco e abre caminho.
Mas quem fica com o controle?
Quem lucra?
Quem paga o custo ambiental?
Aqui aparece a falácia neoliberal.
Dizem que a “mão invisível do mercado” organiza tudo melhor que o Estado.
Mas, na prática, essa mão invisível muitas vezes aparece como lobby, porta giratória, influência sobre políticos, pressão sobre bancos centrais, captura de funcionários públicos e privatizações mal explicadas.
O mercado diz que quer menos Estado, mas usa o Estado para proteger seus privilégios.
E quando os ricos não pagam impostos proporcionais, o famoso “gotejamento” financeiro nunca chega ao povo.
Ele só aumenta a distância entre quem já tem muito e quem vive tentando sobreviver.
Por isso, terras raras não podem ser tratadas como mercadoria comum.
Terras raras são soberania nacional.
Elas pertencem ao corpo-território brasileiro.
Pertencem ao cidadão.
E o Estado deve explorar com responsabilidade, transparência, ciência, controle ambiental e retorno social direto.
Aqui o DREX Cidadão entra como chave conceitual:
se o cidadão é a unidade do Estado, a riqueza estratégica do território também deve retornar ao cidadão.
Não como esmola.
Não como promessa de campanha.
Mas como pertencimento econômico real.
Há propostas que apontam nessa direção, como o PL 534/2026, que propõe uma moratória temporária da exploração de terras raras com fundamento na precaução e na soberania nacional. (Portal da Câmara dos Deputados) Também há o PL 1754/2026, que propõe a TerraBras, empresa pública destinada à soberania nacional e ao aproveitamento de minerais críticos ou estratégicos. (Portal da Câmara dos Deputados)
Um Estado inclusivo não entrega o futuro para poucos.
Ele faz do cidadão o dono simbólico, político e econômico do próprio Estado.
Terras raras não são só minério.
São soberania.
São futuro.
São corpo-território.
3. Metacognição
Agora traz isso para dentro.
Quando você ouve “privatização”, o que sente?
Modernidade?
Eficiência?
Alívio?
Agora pergunta:
quem te ensinou a sentir isso?
E quando você ouve “empresa pública”, sente o quê?
Desconfiança?
Burocracia?
Atraso?
Talvez seu corpo já tenha sido treinado para amar o mercado e desconfiar do Estado.
Essa é a psicopatologia.
Se tudo que é público parece ruim, fica fácil entregar tudo que é estratégico.
Mas sem território, não há futuro.
Sem soberania, não há povo.
Sem controle público, terras raras viram novamente coisas de rico.
A pergunta final é simples:
isso amplia a vida do Brasil ou estreita o país para caber no lucro de poucos?
Referências em ordem didática
Livros
Ailton Krenak — Ideias para Adiar o Fim do Mundo
Ajuda a pensar território como vida, não como estoque de exploração.
Davi Kopenawa & Bruce Albert — A Queda do Céu
Mostra como mineração pode destruir mundo vivo, memória e pertencimento.
Raymundo Faoro — Os Donos do Poder
Explica como elites historicamente capturam o Estado brasileiro.
Jessé Souza — A Elite do Atraso
Ajuda a compreender como narrativas de modernização podem esconder privilégios.
Coisa de Rico
Reforça como bens estratégicos podem ser apropriados por elites sob aparência de desenvolvimento.
Mariana Mazzucato — O Estado Empreendedor
Mostra que o Estado pode criar valor e não deve apenas socializar risco e privatizar lucro.
Publicações e documentos pós-2021
Câmara dos Deputados — PL 2780/2024 / minerais críticos
Mostra o avanço da pauta de minerais críticos no Congresso e o apoio de Hugo Motta à votação do tema. (Portal da Câmara dos Deputados)
CNI — debate sobre minerais críticos
Aponta que o PL propõe incentivos fiscais, financeiros e creditícios para o setor. (Agencia de Notícias CNI)
PL 534/2026 — moratória das terras raras
Propõe pausa na exploração até uma política nacional clara, com base em precaução e soberania nacional. (Portal da Câmara dos Deputados)
PL 1754/2026 — TerraBras
Propõe empresa pública e regime estratégico para minerais críticos, com foco em soberania nacional. (Portal da Câmara dos Deputados)
INESC — nota técnica sobre PL 2780/2024
Critica o projeto por ir na contramão de uma estratégia nacional para minerais críticos. (inesc.org.br)
Defender “Cosas de Rico” Empobrece el Espíritu y Limita el Alma
Defending “Things of the Rich” Impoverishes the Spirit and Limits the Soul
Defender Coisas de Ricos Empobrece o Espírito e Limita a Alma
Estado Inteligente contra la Corrupción: IA, Justicia y el Monopolio de las “Cosas de Rico”
Intelligent State Against Corruption: AI, Justice, and the Monopoly of the “Things of the Rich”
Estado Inteligente contra a Corrupção: IA, Justiça e o Monopólio das Coisas de Rico
¿Las Tierras Raras También Serán “Cosas de Rico”?
Will Rare Earths Also Become “Things of the Rich”?
Terras Raras Também Serão Coisas de Rico?
Conciencia, Movimiento y Futuro Vivo
Consciousness, Movement, and a Living Future
Consciência, Movimento e Futuro Vivo
DREX Ciudadano: el Ciudadano como Unidad del Estado
DREX Citizen: The Citizen as the Unit of the State
DREX Cidadão: o Cidadão como Unidade do Estado
Lula y la Máquina de Desgaste Interno
Lula and the Internal Wear-Down Machine
Lula e a Máquina de Desgaste Interno
La Izquierda y “Conquistar Corazones y Mentes”
The Left and “Winning Hearts and Minds”
A Esquerda e “Conquistar Corações e Mentes”
La Derecha y el “Dios Enviado”
The Right and the “God-Sent” Narrative
Poder Judicial, STF y Reforma de Flávio Dino
Judiciary, STF, and Flávio Dino’s Reform
Judiciário, STF e Reforma de Flávio Dino
Golpes, Congreso y Cosas de Rico
Coups, Congress, and the Things of the Rich
Golpes, Congresso e Coisas de Rico
Estado Psicópata y Cosas de Rico
Psychopathic State and the “Things of the Rich”
Estado Psicopata e Coisas de Rico
Cuerpo-Territorio Antes de la Colonización
Body–Territory Before Colonization
Corpo-Território Antes da Colonização
La Mentira de que el Ser Humano es Malo por Naturaleza
The Myth That Human Beings Are Evil by Nature
A Mentira de que o Homem é Mau por Natureza
Machosfera, Red Pill y Mujeres Iroquesas
Manosphere, Red Pill, and Iroquois Women
Machosfera, Red Pill e Mulheres Iroquesas
La Muerte de la Verdad y la Política como Caos
The Death of Truth and Politics as Chaos
A Morte da Verdade e a Política como Caos
Redes, Juegos y el Rapto de la Atención
Networks, Games, and the Capture of Attention
Redes, Games e o Rapto da Atenção
Jiwasa Herido: Cuando el Cuerpo Ya No Consigue Sentir el “Nosotros”
Wounded Jiwasa: When the Body Can No Longer Feel the “We”
Jiwasa Ferido: Quando o Corpo Não Consegue Sentir o “A Gente”

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