Emendas, Partidos e a Corrupção do Pertencimento
09/06/2026 at 03:06:07
Author: Jackson Cionek
09/06/2026 at 03:06:07
Author: Jackson Cionek
Human Behavior Map: do DNA ao Corpo-Território
Imagine uma comunidade que precisa de escola viva, posto de saúde funcionando, praça segura, internet pública, esporte, cultura, transporte, floresta em pé e dignidade.
Agora imagine que essa comunidade só consegue ser ouvida quando alguém transforma sua necessidade em moeda política.
A praça vira favor.
A ambulância vira propaganda.
A escola vira palanque.
A ponte vira foto.
A emenda vira pertencimento comprado.
A política deveria ampliar caminhos para o Corpo-Território.
Mas, quando o dinheiro eleitoral, as emendas parlamentares e os partidos passam a organizar a atenção pública, o pertencimento pode ser deslocado do território vivo para a disputa por visibilidade.
A pergunta deste Blog é simples:
quando a política deixa de escutar o Corpo-Território e passa a disputar atenção, que tipo de Tekoha ela forma dentro do cidadão?
O pertencimento como necessidade real
O ser humano precisa pertencer.
Pertence à família.
Pertence à escola.
Pertence ao bairro.
Pertence ao trabalho.
Pertence ao território.
Pertence ao grupo.
Pertence ao futuro que imagina.
Esse pertencimento é biológico, afetivo, social e político.
No Human Behavior Map, chamamos isso de Quorum Sensing Humano: a capacidade de sentir o grupo, ajustar o corpo ao coletivo e perceber onde a vida pode continuar com outros.
Quando esse pertencimento está saudável, ele abre Zona 2.
Aparecem Fruição, Metacognição, criticidade, criatividade e Jiwasa Verdadeiro.
A pessoa sente:
eu sou a força do grupo que me move.
A comunidade sente:
nós podemos organizar a vida juntos.
A política, nesse estado, vira cuidado com o Corpo-Território.
Quando a política compra pertencimento
O problema aparece quando o pertencimento vira recurso de campanha.
O cidadão passa a receber presença política apenas em época de eleição.
O bairro passa a ser lembrado apenas quando há voto.
A cidade passa a ser vista como mapa de influência.
A emenda parlamentar passa a funcionar como prova de pertencimento:
“eu trouxe recurso para vocês.”
“eu consegui a obra.”
“eu sou o dono da entrega.”
Esse gesto pode parecer cuidado.
Às vezes entrega algo necessário.
Mas também pode deslocar o eixo da democracia.
A pergunta deixa de ser:
qual política pública melhora o Corpo-Território?
E vira:
quem aparece como autor da entrega?
O território vivo vira palco.
A necessidade real vira propaganda.
A atenção coletiva passa a ser conduzida pelo nome do político, pela legenda do partido, pelo vídeo curto, pela foto da obra e pela narrativa de fidelidade.
O personagem político e o Eu Tensional fixo
É normal termos Eus Tensionais.
Eles ajudam o corpo a agir.
O Eu Professor ensina.
O Eu Médico cuida.
O Eu Político negocia.
O Eu Religioso ora.
O Eu Pesquisador investiga.
O Eu Pai protege.
O Eu Trabalhador executa.
Na Zona 1 saudável, esses Eus aparecem conforme a tarefa.
Depois o corpo devolve a tensão ao território.
O próximo momento nasce inteiro.
O problema surge quando um Eu Tensional vira personagem fixo.
O personagem deixa de ser função.
Passa a ser identidade rígida.
A pessoa deixa de circular entre Jiwasas diferentes.
Ela passa a representar sempre o mesmo grupo, a mesma crença, a mesma narrativa, a mesma estética, o mesmo medo, o mesmo inimigo.
Um deputado pode entrar em qualquer espaço e repetir:
“tudo que faço é para ir para o céu.”
Essa frase pode ter sentido dentro de um grupo religioso específico.
Mas, quando ocupa todos os contextos, passa a reduzir a escuta do Jiwasa presente.
A pessoa já chega representando um Jiwasa internalizado.
Ela já chega com um personagem pronto.
O grupo real que está diante dela perde espaço.
O território vivo perde espaço.
A pluralidade do Estado Laico perde espaço.
O personagem ocupa o Corpo-Território.
Jiwasa verdadeiro e Jiwasa falso na política
O Jiwasa Verdadeiro permite que diferentes corpos, histórias, crenças e necessidades encontrem passagem no mesmo território.
Ele amplia caminhos.
Ele acolhe diferenças.
Ele distribui força.
Ele sustenta confiança.
Ele organiza vida.
O Jiwasa Falso oferece pertencimento estreito.
Ele entrega identidade rápida.
Entrega inimigo.
Entrega certeza.
Entrega obediência.
Entrega personagem.
Na política, o Jiwasa Falso aparece quando o grupo pede fidelidade antes de pedir realidade.
O partido vira família simbólica.
A liderança vira pai simbólico.
A ideologia vira casa simbólica.
O inimigo vira cola do grupo.
A emenda vira alimento do pertencimento.
O cidadão sente força coletiva.
Mas a Metacognição perde espaço.
A criticidade diminui.
O Tekoha político fica marcado por medo, favor, dívida, culto ao personagem e guerra de atenção.
Emendas parlamentares e a disputa pelo APUS político
Uma emenda parlamentar pode financiar escola, saúde, infraestrutura, esporte, cultura e ações importantes.
O problema não está no recurso chegando ao território.
O problema aparece quando o recurso chega com baixa rastreabilidade, pouca participação social, pouco planejamento, pouca avaliação e muita captura simbólica.
Nesse caso, a emenda deixa de ser instrumento republicano.
Passa a ser extensão do personagem político.
O APUS da comunidade, que deveria perceber caminhos coletivos, passa a perceber dependência.
“precisamos agradar esse deputado.”
“precisamos manter esse partido.”
“precisamos votar em quem trouxe a obra.”
A comunidade começa a andar por corredores estreitos.
O território recebe dinheiro, mas pode perder autonomia.
A obra aparece, mas o pertencimento fica condicionado.
O Corpo-Território ganha objeto, mas pode perder voz.
Partidos e a coreografia da atenção
Partidos são necessários em democracias representativas.
Eles organizam projetos, disputas, programas, alianças e governabilidade.
Mas partidos também podem virar máquinas de captura atencional.
Quando a legenda passa a valer mais do que o território, o cidadão é empurrado para o jogo da torcida.
A pergunta deixa de ser:
qual proposta melhora a vida concreta?
E vira:
de que lado você está?
Na brincadeira Papel, Pedra e Tesoura, isso é uma captura pela Pedra em Zona 3.
A resposta fica rápida.
A defesa fica automática.
O ataque fica pronto.
O corpo replica.
O grupo aplaude.
O algoritmo distribui.
O personagem cresce.
E a política vira guerra por atenção.
Tesoura, Pedra e Papel na política
A política saudável precisa dos três movimentos.
A Tesoura analisa.
Recorta dados.
Classifica prioridades.
Examina orçamento.
Compara indicadores.
Separa evidência de propaganda.
A Pedra faz.
Executa obra.
Entrega serviço.
Constrói escola.
Abre posto.
Organiza transporte.
Leva internet.
Protege território.
O Papel contempla.
Percebe efeitos.
Escuta a comunidade.
Questiona vieses.
Abre Metacognição.
Reorganiza o plano.
Amplia caminhos.
O ciclo saudável é:
Tesoura analisa.
Pedra faz.
Papel percebe e transforma.
Na corrupção do pertencimento, esse ciclo quebra.
A Tesoura vira tecnocracia distante.
A Pedra vira entrega automática para foto.
O Papel perde espaço.
A comunidade recebe obra, mas não participa da pergunta.
Recebe recurso, mas não participa da Metacognição.
Recebe narrativa, mas não participa do futuro.
Zona 3 política: quando o personagem ocupa o território
Na Zona 3 política, o espaço de movimentos possíveis se estreita.
A atenção gravita ao redor de inimigos, escândalos, medo, culpa, vergonha, dívida, favor, religião, consumo e pertencimento partidário.
O político fala para manter o grupo ativado.
O eleitor reage para manter o grupo protegido.
O partido se move para manter território eleitoral.
A emenda circula para manter fidelidade.
A rede social amplifica para manter atenção.
O personagem político cresce nesse ambiente.
Ele repete frases de alto impacto.
Ele simplifica dilemas.
Ele transforma complexidade em identidade.
Ele oferece pertencimento rápido.
Ele ocupa o lugar da Metacognição.
O cidadão passa a sentir que pensar diferente ameaça o grupo.
Nesse ponto, o Tekoha político fica fragilizado.
A pessoa continua participando da democracia.
Mas participa com pouco espaço interno para perceber outros Jiwasas.
O papel dos algoritmos na guerra por pertencimento
A política digital intensificou a disputa pelo pertencimento.
A rede social oferece grupo imediato.
Oferece frase pronta.
Oferece indignação.
Oferece inimigo.
Oferece recompensa.
Oferece visibilidade.
O algoritmo aprende quais afetos mantêm o corpo preso à tela.
Raiva prende.
Medo prende.
Vergonha prende.
Identidade prende.
Humilhação prende.
Vitória simbólica prende.
A política vira sequência de estímulos curtos.
O Corpo-Território passa a alternar entre Pedra e Tesoura sem chegar ao Papel.
Reage rápido.
Analisa para defender o próprio lado.
Volta a reagir.
O espaço de Fruição e Metacognição diminui.
O Jiwasa Falso cresce.
O que os trabalhos recentes do Brain estão mostrando
Os trabalhos apresentados nos congressos Brain Behavior and Emotions entre 2021 e 2025 ajudam a compreender essa paisagem.
Muitos investigam uso problemático de smartphone, gaming, saúde mental universitária, dependência, compulsões, atividade física, sofrimento emocional, sintomas negativos, regulação autonômica e funcionalidade social.
A gente precisa elogiar esses pesquisadores.
Eles estudam corpos reais, estudantes reais, pacientes reais, sintomas reais e populações brasileiras ou latino-americanas concretas.
A BrainLatam2026 acrescenta uma pergunta política:
o que acontece quando os mesmos mecanismos de captura atencional estudados na saúde mental também são usados para organizar pertencimento eleitoral?
Quando a tela vira território.
Quando o grupo digital vira clã.
Quando o personagem político vira Eu Tensional fixo.
Quando a emenda vira sinal de amor ao território.
Quando o partido vira família simbólica.
Quando o inimigo vira combustível de pertencimento.
A política passa a produzir sintomas no Corpo-Território.
Ansiedade coletiva.
Rigidez.
Automatismo.
Polarização.
Cansaço.
Obediência.
Perda de criatividade pública.
Referências científicas e caminhos experimentais
Fleury, S. (2025). Trabalhos sobre emendas parlamentares, democracia e políticas públicas no Brasil.
A análise das emendas mostra como a centralidade crescente desses instrumentos pode afetar planejamento, equidade, transparência e coordenação das políticas públicas.
Experimento: comparar municípios com alta e baixa dependência de emendas, medindo participação social, continuidade de políticas, percepção de pertencimento e confiança institucional.
Leal, J. G. R. P. et al. (2025). Estudos sobre emendas parlamentares voltadas ao SUS e efeitos eleitorais.
Esses trabalhos ajudam a investigar como recursos direcionados à saúde podem se associar a dinâmicas eleitorais locais.
Experimento: cruzar dados de emendas em saúde, indicadores de acesso ao SUS, reeleição municipal e percepção comunitária de autonomia territorial.
Transparência Brasil (2024). Estudos sobre emendas Pix e rastreabilidade.
As análises mostram a importância de transparência, origem, destino, plano de trabalho e controle social sobre transferências especiais.
Experimento: criar painéis locais de rastreabilidade cidadã, comparando confiança pública antes e depois da abertura dos dados.
CGU, TCU, STF e Portal da Transparência (2024–2026). Dados e decisões sobre rastreabilidade de emendas parlamentares.
Essas instituições têm produzido bases, determinações e instrumentos para ampliar transparência, controle e rastreabilidade.
Experimento: testar se informação clara sobre origem, destino e execução de emendas aumenta Metacognição política e reduz voto por favor.
Kubin, E., & Sikorski, C. (2021). Revisão sistemática sobre mídia social e polarização política.
A literatura mostra que mídia e redes sociais participam da formação de ambientes de polarização, especialmente quando fragmentam informação e amplificam identidades.
Experimento: medir EEG/fNIRS, GSR e HRV durante exposição a conteúdos políticos cooperativos, técnicos e polarizantes.
Rossini, P. et al. (2023). Estudos sobre desinformação eleitoral no Brasil em 2022.
A pesquisa mostra como confiança política, ideologia, hábitos informacionais e plataformas digitais influenciam crenças em desinformação eleitoral.
Experimento: testar intervenções de Metacognição antes do compartilhamento de conteúdo político em adolescentes e adultos.
Balles, P., Matter, U., & Stutzer, A. (2024). Economia política da atenção e accountability eleitoral.
A economia da atenção ajuda a entender como distração, saliência e competição informacional afetam responsabilização democrática.
Experimento: comparar decisões eleitorais após exposição a conteúdos de obra concreta, escândalo emocional e painel de políticas públicas.
IDEA Internacional (2024). Regulação do financiamento de campanha online no Brasil.
O estudo discute como propaganda digital, impulsionamento e financiamento online impactam campanhas e transparência eleitoral.
Experimento: avaliar se rotulagem clara de financiamento, impulsionamento e origem de conteúdo reduz captura por personagens políticos.
Trabalhos Brain Behavior and Emotions 2021–2025 sobre saúde mental, compulsões, atividade física, smartphone e funcionalidade social.
Esses trabalhos ajudam a observar como captura atencional e fragilização do Corpo-Território aparecem em populações reais.
Experimento: medir se educação política baseada em Papel, Pedra e Tesoura reduz respostas automáticas e aumenta criticidade em jovens.
Proposta experimental BrainLatam2026
Pergunta central:
a exposição a narrativas políticas baseadas em emenda, favor, inimigo e personagem fixo aumenta marcadores de Zona 3, Pedra automatizada e Jiwasa Falso, enquanto narrativas baseadas em Corpo-Território, rastreabilidade, participação e Metacognição aumentam marcadores de Zona 2, Papel e Jiwasa Verdadeiro?
Desenho experimental:
Comparar quatro tipos de mensagem política:
entrega personalista de emenda;
ataque a inimigo político;
prestação de contas com dados rastreáveis;
escuta comunitária com decisão participativa.
Participantes:
adolescentes;
universitários;
lideranças comunitárias;
eleitores adultos;
gestores públicos;
grupos escolares.
Tarefas:
avaliar confiança;
decidir prioridade pública;
identificar personagem político;
distinguir política pública de favor;
analisar rastreabilidade de uma emenda;
participar de roda de decisão;
classificar o próprio estado como Pedra, Tesoura ou Papel.
Medidas:
fNIRS pré-frontal;
EEG;
EEG microstates;
HRV/RMSSD;
GSR;
respiração;
eye-tracking;
análise de fala;
escalas de pertencimento;
escalas de polarização;
escalas de confiança institucional;
medidas de rigidez de crença;
medidas de compreensão orçamentária;
medidas de disposição à cooperação.
Hipótese:
mensagens personalistas e polarizantes aumentarão respostas rápidas, rigidez, ativação autonômica e identificação com personagem.
Mensagens rastreáveis, participativas e territoriais aumentarão Metacognição, cooperação, confiança institucional e percepção de caminhos coletivos.
Como transformar esta evidência em política pública?
Se você é candidato à Presidência da República
Proponha o Sistema Nacional de Rastreabilidade do Pertencimento Público, integrando orçamento, emendas, DREX Cidadão, SUS, educação, cultura, esporte, floresta em pé e indicadores de Corpo-Território para que cada cidadão veja como o dinheiro público chega ao território vivo.
Se você é candidato ao Senado
Proponha um Marco Legal da Transparência das Emendas e do Pertencimento Democrático, exigindo plano de trabalho, metas, rastreabilidade, avaliação de impacto territorial e participação comunitária antes, durante e depois da execução dos recursos.
Se você é candidato a Governador
Crie Centros Estaduais Human Behavior Map de Orçamento Vivo, conectando universidades, tribunais de contas, escolas, SUS, comunidades e laboratórios EEG/fNIRS para estudar como transparência, participação e pertencimento afetam confiança pública e saúde mental coletiva.
Se você é candidato a Deputado Federal
Destine recursos para pesquisas multicêntricas sobre emendas parlamentares, polarização, financiamento digital, fNIRS, EEG, HRV, GSR, comportamento eleitoral, rastreabilidade e educação política para adolescentes.
Se você é candidato a Deputado Estadual
Apoie painéis públicos municipais de emendas, rodas de orçamento participativo, laboratórios escolares de cidadania, mapas afetivos do bairro e projetos de educação política baseados em Papel, Pedra e Tesoura.
DREX Cidadão e a libertação do pertencimento econômico
A corrupção do pertencimento cresce quando a sobrevivência depende de favor.
Quando a comunidade precisa pedir tudo.
Quando o cidadão precisa agradecer o mínimo.
Quando o território precisa se ajoelhar diante de quem controla recurso.
O DREX Cidadão entra como metabolismo econômico do Estado para reduzir essa obediência.
Ele oferece uma base diária de existência.
Permite que o Corpo-Território respire.
Permite que a pessoa participe da política com menos medo.
Permite que a comunidade negocie com mais dignidade.
Com DREX Cidadão, crédito de carbono, floresta em pé, rastreabilidade de emendas e orçamento participativo, a política pode voltar a perguntar:
que caminho amplia a vida deste território?
A emenda deixa de ser favor.
O orçamento volta a ser metabolismo público.
O cidadão deixa de ser dependente do personagem.
O Corpo-Território recupera voz.
Frases para plano de governo
Emenda pública precisa ser caminho do território, não assinatura de personagem.
Partido deve organizar projeto, não capturar pertencimento.
O orçamento é metabolismo do Estado; quando perde rastreabilidade, o Corpo-Território perde voz.
O personagem político nasce quando um Eu Tensional vira identidade fixa e deixa de escutar o Jiwasa presente.
Jiwasa Verdadeiro amplia caminhos entre grupos diferentes.
Jiwasa Falso oferece pertencimento rápido por medo, inimigo, dívida ou favor.
Papel, Pedra e Tesoura ensinam cidadania: Tesoura analisa, Pedra faz, Papel percebe e transforma.
Uma emenda saudável começa na necessidade real, passa pela transparência e termina na autonomia do território.
DREX Cidadão reduz obediência econômica e fortalece participação democrática.
A política pública verdadeira pergunta que tipo de Tekoha, APUS e Jiwasa cada recurso público vai produzir.
Democracia madura é quando o dinheiro público deixa de comprar pertencimento e passa a sustentar vida comum.
Plan de Gobierno para Todo Cuerpo-Territorio
Government Plan for Every Body-Territory
Plano de Governo para Todo Corpo-Território
Human Behavior Map y Juventud 2026
Human Behavior Map and Youth 2026
Human Behavior Map e Juventude 2026
Enmiendas, Partidos y la Corrupción de la Pertenencia
Earmarks, Political Parties and the Corruption of Belonging
Emendas, Partidos e a Corrupção do Pertencimento
Tekoha, APUS y el Derecho a Vivir Donde el Cuerpo Respira
Tekoha, APUS and the Right to Live Where the Body Breathes
Tekoha, APUS e o Direito de Viver Onde o Corpo Respira
Jiwasa: Cuando el Yo Solo Existe en el Nosotros
Jiwasa: When the I Exists Only Within the We
Jiwasa: Quando o Eu Só Existe no Nós
Cuerpo-Territorio como Unidad Mínima del Estado Laico
Body-Territory as the Minimum Unit of the Secular State
Corpo-Território como Unidade Mínima do Estado Laico
Créditos de Carbono y Bosque en Pie como Economía Viva
Carbon Credits and Standing Forest as a Living Economy
Crédito de Carbono e Floresta em Pé como Economia Viva
DREX Ciudadano como Metabolismo del Estado
DREX Citizen as the Metabolism of the State
DREX Cidadão como Metabolismo do Estado
De la Patria de la Obediencia a la Patria de la Pertenencia
From a Homeland of Obedience to a Homeland of Belonging
Da Pátria da Obediência à Pátria do Pertencimento
El Solsticio y la Colonización del Calendario
The Solstice and the Colonization of the Calendar
O Solstício e a Colonização do Calendário
Yãy hã mĩy y la Colonización de la Infancia
Yãy hã mĩy and the Colonization of Childhood
Yãy hã mĩy e a Colonização da Infância
La Colonización de la Pertenencia
A Colonização do Pertencimento
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