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Tekoha, APUS e o Direito de Viver Onde o Corpo Respira

Tekoha, APUS e o Direito de Viver Onde o Corpo Respira

Human Behavior Map: do DNA ao Corpo-Território

Imagine entrar em uma área de Mata Atlântica sem trilha.

O corpo observa.

O corpo escuta.

O corpo sente o chão.

Entre folhas, galhos, raízes, pedras, cipós e árvores, surge uma pergunta silenciosa:

por onde a vida pode continuar?

Uma raiz vira apoio.

Uma abertura entre folhas vira direção.

Um espaço entre galhos vira caminho.

Um tronco inclinado vira referência.

O movimento nasce da percepção das possibilidades.

Quando a atenção encontra passagem, o corpo se desloca.

Quando o corpo percebe caminho, o APUS se amplia.

Quando o APUS se amplia, o Tekoha começa a respirar.

Esse insight da mata ajuda a compreender o Blog 9.

O Corpo-Território se move melhor quando percebe o que pode fazer, por onde pode passar, como pode ajustar o passo e como pode seguir com presença.

A atenção que procura caminhos amplia o APUS.

A atenção que fica presa em impedimentos estreita o APUS. 

Por isso, no Human Behavior Map, o direito de viver onde o corpo respira é também o direito de formar um Tekoha capaz de perceber possibilidades.

Tekoha: o APUS vivendo dentro do corpo

Tekoha é o lugar onde se vive.

E também é a memória viva do APUS dentro do corpo.

É a representação interna da Propriocepção Estendida.

É aquilo que o Corpo-Território aprendeu a sentir como mundo, casa, alimento, costume, crença, grupo, perigo, desejo, pertencimento e futuro.

Na Mente Damasiana, a mente nasce da relação entre interocepção e propriocepção.

No Human Behavior Map, essa relação se amplia:

Interocepção + Propriocepção = Mente Damasiana.
Propriocepção Estendida = APUS.
APUS internalizado no corpo = Tekoha.

Tekoha é o território que virou memória corporal.

É o APUS vivendo dentro da interocepção.

A casa fica dentro do corpo.

A comida fica dentro do corpo.

A escola fica dentro do corpo.

A língua fica dentro do corpo.

A crença fica dentro do corpo.

A paisagem fica dentro do corpo.

O grupo fica dentro do corpo.

A alegria fica dentro do corpo.

A esperança fica dentro do corpo.

O medo também fica dentro do corpo.

Tudo isso forma o Tekoha.

Yãy hã mĩy e a formação do Tekoha

O Tekoha nasce pelo viver.

Ele é formado pelo Yãy hã mĩy, conceito de origem Maxakali, que trabalhamos como o processo de imitar-se SER para transcender-se SER.

A criança aprende imitando.

Imita o olhar.

Imita o tom de voz.

Imita o alimento.

Imita o gesto.

Imita a coragem.

Imita a reza.

Imita a raiva.

Imita a forma de amar.

Imita a forma de obedecer.

Imita a forma de pertencer.

Cada imitação deixa marcas no corpo.

Essas marcas formam caminhos internos.

Esses caminhos internos formam Tekoha.

O ser humano imita.

E também pode transcender aquilo que imitou.

Quando a gente percebe uma crença, um costume, uma tensão ou um medo como algo aprendido, abre-se a possibilidade de Metacognição.

Nesse momento, o Tekoha deixa de ser repetição automática e vira caminho de transformação.

A gente acolhe a própria história.

A gente percebe a própria história dentro do corpo.

E então pode escolher melhor o que continua nos movendo.

APUS: o campo dos movimentos possíveis

APUS é a Propriocepção Estendida.

A propriocepção tradicional permite perceber a posição do corpo: mão, pé, coluna, cabeça, movimento.

Mas o corpo humano sente também o espaço.

Sente a parede perto demais.

Sente a rua insegura.

Sente a sala apertada.

Sente a escola fria.

Sente a praça acolhedora.

Sente a floresta respirando.

Sente a paisagem abrindo futuro.

APUS é o campo dos movimentos possíveis percebidos pelo Corpo-Território.

Na mata, APUS é perceber onde o pé pode apoiar.

Na escola, APUS é perceber onde a atenção pode crescer.

Na casa, APUS é perceber onde o corpo pode descansar.

Na cidade, APUS é perceber onde a convivência pode acontecer.

Na política, APUS é perceber onde a vida coletiva pode se organizar.

Quando esse APUS é repetido muitas vezes, ele vira memória corporal.

Essa memória é Tekoha.

Papel, Pedra e Tesoura: uma brincadeira para entender o cérebro

O Human Behavior Map usa a brincadeira Papel, Pedra e Tesoura para levar às crianças, adolescentes e adultos uma forma simples de perceber como o próprio cérebro pode estar ativando em cada momento.

Pedra, Tesoura e Papel são modos de organização do Corpo-Território.

A brincadeira vira linguagem pedagógica.

A criança pode perguntar:

estou em Pedra?

estou em Tesoura?

estou em Papel?

Essa pergunta já abre Metacognição.

Ela ajuda a perceber o próprio corpo funcionando.

Ajuda a perceber o próprio pensamento se movendo.

Ajuda a perceber quando o grupo amplia ou estreita os caminhos possíveis.

Pedra: rapidez, automatismo e proteção

Pedra é rapidez.

Pedra é ação.

Pedra é automatismo.

Pedra é o pensar rápido descrito por Daniel Kahneman.

O corpo percebe.

O corpo reage.

O corpo decide.

O corpo replica.

O corpo protege.

O corpo ataca.

O corpo congela.

O corpo foge.

O corpo executa.

Na Zona 1, Pedra é fundamental.

Permite andar, dirigir, cozinhar, escrever, tocar piano, responder a um perigo e realizar tarefas repetidas com eficiência.

A Pedra oferece velocidade ao Corpo-Território.

Ela sustenta boa parte da vida cotidiana.

Na mata, Pedra aparece quando o corpo ajusta o passo rapidamente.

A raiz surge.

O pé responde.

O galho toca o braço.

O corpo desvia.

A Pedra trabalha a favor da vida.

Tesoura: recorte, classificação e discernimento

Tesoura é análise.

Tesoura é recorte.

Tesoura é classificação.

Tesoura é escrutínio.

Tesoura é o pensar devagar de Kahneman.

Aqui o pré-frontal ganha protagonismo.

A pessoa compara.

Organiza.

Questiona.

Classifica.

Separa.

Escolhe.

A Tesoura permite discernimento.

Ela ajuda a separar crença de evidência, impulso de decisão, medo de realidade, caminho de repetição automática.

Na pesquisa científica, Tesoura é essencial.

Na política pública, Tesoura é essencial.

Na educação, Tesoura é essencial.

Na vida cotidiana, Tesoura ajuda o Corpo-Território a perceber com mais precisão.

Esse Eu Tensional da Tesoura pode vir acompanhado de foco intenso, respiração mais curta e alta, aumento de CO₂ de aproximadamente 40 para 45 mmHg e vasodilatação cerebral, especialmente em regiões pré-frontais envolvidas em controle, classificação e tomada de decisão.

A Tesoura produz precisão.

Mas, na brincadeira Papel, Pedra e Tesoura, quem vence a Tesoura é a Pedra.

Isso nos lembra que, depois de analisar, classificar, recortar e planejar, o Corpo-Território precisa voltar ao fazer.

A Pedra incorpora a ação prática.

Ela transforma o que foi planejado em gesto, movimento, tentativa, execução e experiência.

Mas a Pedra também precisa encontrar o Papel.

Porque o Papel vence a Pedra.

O Papel abre Fruição e Metacognição sobre o fazer incorporado.

É aqui que a gente questiona a fé cega em um plano, em um costume, em uma crença ou em um fazer que pode estar sustentado por vieses cognitivos.

Assim, a brincadeira ensina:

Tesoura analisa.

Pedra faz.

Papel contempla, percebe e amplia.

O ciclo saudável do Corpo-Território é analisar, fazer, perceber e transformar.

Papel: Fruição, Metacognição e Zona 2

Papel é o conectoma da Fruição com Metacognição.

É o estado em que o fazer e o ser se contemplam.

A ação continua acontecendo.

E o corpo percebe a ação acontecendo.

O ser percebe o fazer.

O fazer revela o ser.

Aqui aparece o Yãy hã mĩy de alta performance.

É o imitar-se SER para transcender-se SER com presença, pertencimento e liberdade interna.

Na Zona 2, aparecem:

Fruição.

Metacognição.

Criticidade.

Pertencimento.

Criatividade.

Respiração.

Presença.

Escolha.

Na Zona 2, a pessoa percebe seus Eus Tensionais e escolhe como utilizá-los.

Ela percebe:

“este é meu Eu Professor, e eu sou mais do que ele.”

“este é meu Eu Político, e eu sou mais do que ele.”

“este é meu Eu Ferido, e eu sou mais do que ele.”

“este é meu Eu que aprendeu a obedecer, e eu sou mais do que ele.”

É aqui que o Tekoha pode ser visto.

E quando o Tekoha pode ser visto, ele pode ser transformado.

Zona 1: os Eus Tensionais em tarefa

Na Zona 1, os Eus Tensionais estão ativos para realizar tarefas.

O Eu Professor.

O Eu Pesquisador.

O Eu Pai.

O Eu Mãe.

O Eu Músico.

O Eu Político.

O Eu Motorista.

O Eu Trabalhador.

Esses Eus Tensionais organizam movimento, atenção, postura, linguagem, memória, energia e decisão.

Na Zona 1 saudável, o corpo assume a tensão necessária para o fazer.

O fazer encontra seu próprio encerramento.

O corpo realiza a tarefa.

O corpo devolve a tensão ao território.

O próximo momento pode nascer inteiro.

Zona 2: quando o grupo vira força de pertencimento

Na Zona 2, o pertencimento sustenta liberdade interna.

O grupo amplia caminhos.

O grupo acolhe.

O grupo protege.

O grupo distribui força.

O grupo sustenta confiança.

O grupo regula vida.

É aqui que surge o Jiwasa Verdadeiro.

Na Zona 2, a experiência profunda é:

eu sou a força do grupo que me move.

Isso preserva o eu.

E revela o nós.

O grupo vive em mim.

Eu vivo no grupo.

E ambos permanecem capazes de Metacognição.

O Jiwasa Verdadeiro permite que a pessoa se mova com o grupo sem entregar sua criticidade.

Permite pertencer e pensar.

Permite cooperar e criar.

Permite agir e contemplar.

Permite ser força do grupo e receber força do grupo.

Zona 3: quando o espaço de movimento se estreita

Na Zona 3, o corpo passa a carregar para o próximo passo tensões que pertenciam ao passo anterior.

A atenção começa a gravitar ao redor de ameaças, culpas, vergonhas, pressas, inimigos, dívidas, desejos e medos.

O grupo organiza direção.

Organiza identidade.

Organiza obediência.

Organiza ataque.

Organiza defesa.

Organiza congelamento.

Aqui aparece o Jiwasa Falso.

A pessoa sente força coletiva.

A atenção permanece ocupada.

As tensões continuam ativas.

A Fruição perde espaço.

A Metacognição perde espaço.

A criticidade diminui.

A liberdade interna enfraquece.

O Corpo-Território passa a ser movido pelas necessidades, medos e ódios do grupo.

O Tekoha passa a carregar marcas de outros momentos.

O corpo carrega para o presente tensões construídas em outros contextos.

Essas tensões orientam percepção, emoção e decisão.

O corpo obedece a uma crença antiga.

O corpo defende um grupo que já pode ter mudado de função.

O corpo repete tensões de um momento anterior em outro momento que pede outro corpo.

Pedra na Zona 3: rapidez com pouco espaço de escolha

Na Zona 3, a Pedra pode assumir a tomada de decisão com pouco espaço de Metacognição.

A pessoa responde rápido.

Responde com certeza.

Repete o grupo.

E acredita que está pensando por si.

Esse é um dos mecanismos mais profundos da colonização do pertencimento.

O corpo automatiza aquilo que o grupo ensinou a temer.

Depois chama isso de verdade.

Na mata, quando a atenção fica ocupada pelos impedimentos, o corpo endurece.

O movimento diminui.

O APUS estreita.

A Pedra assume.

O corpo congela.

Na vida social acontece algo parecido.

Quando a atenção fica ocupada por inimigos, ameaças, vergonhas e dívidas, os movimentos possíveis diminuem.

A pessoa continua agindo.

Mas age dentro de um corredor estreito.

O Tekoha saudável amplia caminhos.

O Tekoha fragilizado estreita caminhos.

Tekoha saudável: memória de caminhos possíveis

O direito de viver onde o corpo respira é direito à moradia, à cidade, à natureza e também à formação de um Tekoha saudável.

Um Tekoha capaz de sustentar Zona 2.

Um Tekoha capaz de voltar à Fruição.

Um Tekoha capaz de perceber seus Eus Tensionais.

Um Tekoha capaz de reconhecer quando o grupo virou captura.

Um Tekoha capaz de encontrar caminhos na mata, na escola, na cidade, na política e dentro do próprio corpo.

Tekoha saudável é memória de caminhos possíveis.

É o APUS lembrando ao corpo que ainda existe passagem.

O que os trabalhos recentes do Brain estão mostrando

Os trabalhos apresentados nos congressos Brain Behavior and Emotions entre 2021 e 2025 ajudam a perceber essa paisagem contemporânea.

Muitos investigam fenômenos que aparecem quando o Corpo-Território perde regulação.

Uso problemático de smartphone.

Gaming disorder.

Dependência química.

Compulsões.

Sofrimento emocional.

Saúde mental universitária.

Isolamento.

Atividade física.

Sintomas negativos.

Regulação autonômica.

Intervenções cerebrais.

Funcionalidade social.

A gente precisa elogiar esses pesquisadores.

Eles estão olhando para corpos reais, estudantes reais, pacientes reais, sintomas reais e populações brasileiras ou latino-americanas concretas.

O que a BrainLatam2026 acrescenta é uma nova pergunta:

quais desses fenômenos expressam Tekoha fragilizado e redução dos movimentos possíveis?

Quando a rua desaparece,

quando a praça deixa de reunir,

quando a floresta se afasta,

quando os adultos deixam de ser referências vivas,

a tela assume o papel de território formador.

O algoritmo passa a disputar o Yãy hã mĩy.

Quando o adolescente perde pertencimento escolar, o algoritmo oferece pertencimento imediato.

Quando a estabilidade econômica se fragiliza, a atenção passa a gravitar ao redor da sobrevivência.

O corpo reorganiza prioridades.

O Tekoha também se reorganiza.

Quando a política transforma tudo em inimigo, a Pedra assume decisões rápidas.

Quando a cidade oferece pouco espaço para caminhar, brincar, descansar e conviver, o Corpo-Território procura compensações.

Assim, dependência digital, gaming excessivo, compulsões e sofrimento emocional podem ser relidos também como sintomas de uma crise do Tekoha.

Aparece uma crise de território interno e externo que permita Fruição, Metacognição, criticidade e pertencimento verdadeiro.

Tekoha e ciência

A ciência contemporânea já começa a medir partes desse fenômeno.

A neurociência da interocepção mostra como o cérebro acompanha estados internos do corpo.

A propriocepção mostra como movimento e posição corporal sustentam percepção e ação.

A cognição incorporada mostra que pensar acontece com o corpo.

As pesquisas sobre ambiente e saúde mental mostram que espaço, natureza, ruído, segurança, luz e convivência afetam atenção, estresse e bem-estar.

As pesquisas sobre atividade física mostram que corpo em movimento modifica saúde mental.

As pesquisas sobre dependência digital e gaming mostram que ambientes virtuais podem capturar recompensa, atenção e pertencimento.

As pesquisas com fNIRS, EEG, HRV, GSR, respiração e eye-tracking permitem medir como corpo, cérebro e ambiente se acoplam.

Assim, a pergunta se amplia:

que Tekoha está sendo formado dentro do Corpo-Território?

Referências científicas e caminhos experimentais

Damasio, A. “The Strange Order of Things.”
A teoria damasiana sustenta a mente como processo corporal, afetivo e regulatório.
Experimento: medir como ambientes e memórias territoriais modificam relatos corporais, sensação de segurança, respiração, HRV e tomada de decisão.

Berntson, G. G., & Khalsa, S. S. “Neural Circuits of Interoception.” Trends in Neurosciences.
A interocepção mostra como o cérebro acompanha estados internos do corpo.
Experimento: observar se memórias de casa, escola, bairro, religião e grupo alteram percepção interoceptiva, GSR, respiração e atividade pré-frontal.

Kahneman, D. “Thinking, Fast and Slow.”
A distinção entre pensamento rápido e pensamento devagar ajuda a traduzir Pedra e Tesoura em linguagem acessível para crianças e adolescentes.
Experimento: usar tarefas de decisão rápida e decisão refletida, associadas a EEG, fNIRS, HRV e respiração, para observar transições entre Pedra, Tesoura e Papel.

Mondardo, M. Trabalhos sobre Tekoha e território Guarani.
O conceito de Tekoha ajuda a compreender território como modo de vida, cultura, luta, memória e pertencimento.
Experimento: comparar mapas afetivos de território em jovens urbanos, indígenas, rurais e periféricos.

Mura, F. “O Tekoha como categoria histórica.”
O Tekoha aparece como categoria histórica e relacional, não apenas como espaço físico.
Experimento: investigar como narrativas familiares, alimentação, crenças e deslocamentos formam memórias corporais de pertencimento.

Kaplan, S., & Kaplan, R. “The Experience of Nature.”
A Teoria da Restauração da Atenção sugere que ambientes naturais favorecem recuperação atencional.
Experimento: comparar tarefa de atenção antes e depois de sala fechada, praça urbana, floresta e exposição digital intensa.

Ulrich, R. S. “View Through a Window May Influence Recovery from Surgery.” Science.
O estudo clássico mostrou associação entre vista para natureza e recuperação hospitalar mais favorável.
Experimento: testar se paisagens naturais reduzem tensão corporal, GSR e frequência respiratória em comparação com ambientes urbanos densos.

Twohig-Bennett, C., & Jones, A. “The health benefits of the great outdoors.” Environmental Research.
A revisão associa exposição a áreas verdes a diferentes indicadores de saúde.
Experimento: acompanhar HRV, sono, humor, atividade física e pertencimento em pessoas com diferentes níveis de acesso a áreas verdes.

Jimenez, M. P., et al. “Associations between Nature Exposure and Health.”
A revisão discute associações entre natureza e saúde física, mental e social.
Experimento: comparar grupos com baixa, média e alta exposição semanal à natureza, medindo atenção, GSR, HRV, respiração e escalas de pertencimento.

Trabalhos Brain Behavior and Emotions 2021–2025 sobre smartphone, gaming, dependência, saúde mental, atividade física, sintomas negativos e funcionalidade social.
Esses trabalhos ajudam a observar como comportamentos contemporâneos podem indicar perda de regulação corporal, social e territorial.
Experimento: reinterpretar esses fenômenos pela lente do Tekoha, verificando se acesso a natureza, escola acolhedora, pertencimento comunitário, atividade física coletiva e redução de captura digital diminuem risco de sofrimento e compulsão.

Proposta experimental BrainLatam2026

Pergunta central:

ambientes que ampliam APUS e fortalecem Tekoha saudável aumentam Zona 2, Papel, Fruição, Metacognição, criticidade, criatividade e Jiwasa Verdadeiro, reduzindo o estreitamento de movimentos possíveis associado à Zona 3, Jiwasa Falso e Pedra automatizada?

Desenho experimental:

Comparar quatro condições:

sala fechada sem natureza;
sala com elementos naturais;
praça urbana arborizada;
ambiente natural ou floresta.

Comparar também três estados sociais:

grupo cooperativo com confiança;
grupo competitivo com ameaça;
grupo polarizado com inimigo simbólico.

Participantes:

adolescentes;
universitários;
professores;
idosos;
grupos comunitários.

Tarefas:

atenção sustentada;
memória de trabalho;
tarefa criativa;
roda de decisão coletiva;
atividade física cooperativa;
exposição controlada a redes sociais;
relato Corpo-Território;
mapa afetivo do bairro;
identificação de Eus Tensionais;
exercício de Fruição e Metacognição;
brincadeira Papel, Pedra e Tesoura como linguagem de auto-observação.

Medidas:

fNIRS pré-frontal;
EEG;
EEG microstates;
HRV/RMSSD;
GSR;
respiração;
SpO₂;
eye-tracking;
acelerometria;
análise de fala;
escalas de pertencimento;
escalas de segurança;
escalas de criatividade;
escalas de uso problemático de smartphone;
escalas de gaming;
medidas de polarização e rigidez de crença.

Hipótese:

ambientes com natureza, segurança, abertura espacial, convivência e pertencimento verdadeiro aumentarão marcadores de Zona 2: melhor regulação autonômica, maior estabilidade atencional, maior criatividade, maior Metacognição e maior cooperação.

Ambientes de ameaça, polarização, captura digital e pertencimento fragilizado aumentarão marcadores de Zona 3: maior rigidez, maior automatismo, maior GSR, menor HRV, menor flexibilidade cognitiva e maior predominância de respostas rápidas associadas à Pedra.

Como transformar esta evidência em política pública?

Se você é candidato à Presidência da República

Proponha o Programa Nacional Tekoha-APUS de Corpo-Território, integrando habitação, escola, SUS, cultura, esporte, floresta em pé, DREX Cidadão, crédito de carbono territorial e prevenção da captura digital para garantir o Direito de Viver Onde o Corpo Respira.

Se você é candidato ao Senado

Proponha um Marco Legal do Direito ao Corpo-Território, reconhecendo áreas verdes, qualidade do ar, segurança para caminhar, escolas vivas, cultura local, saúde mental territorial, proteção da infância contra captura algorítmica e pertencimento comunitário como fundamentos do Estado Laico Democrático.

Se você é candidato a Governador

Crie Centros Estaduais Tekoha-APUS e Human Behavior Map, conectando universidades, escolas, SUS, arquitetura, urbanismo, comunidades tradicionais e laboratórios EEG/fNIRS para medir como território, paisagem, ambiente, crença e grupo afetam saúde mental, aprendizagem, criatividade e Zona 2.

Se você é candidato a Deputado Federal

Destine recursos para pesquisas multicêntricas sobre cidade, natureza, escola, fNIRS, EEG, HRV, GSR, respiração, eye-tracking, Tekoha, Zona 2, Zona 3, dependência digital, juventude e saúde mental.

Se você é candidato a Deputado Estadual

Apoie projetos-piloto em escolas, bairros, aldeias, quilombos, unidades de saúde e praças públicas para criar territórios de Fruição, hortas comunitárias, trilhas educativas, rodas de cuidado, bibliotecas vivas, esporte coletivo, cultura local e espaços seguros de convivência.

DREX Cidadão e o direito econômico de permanecer no território

A economia também molda Tekoha.

Quando a pessoa precisa abandonar sua cidade, sua família, sua floresta, seu bairro, sua cultura ou sua paisagem apenas para sobreviver, o Corpo-Território se rompe.

E quando o Corpo-Território se rompe, o Tekoha também se fere.

Por isso, o DREX Cidadão entra como metabolismo econômico do Estado.

Ele pode ser pensado como energia mínima para manter o corpo vivo no território vivo.

Quando combinado com crédito de carbono, floresta em pé, economia local, escola, saúde, cultura e pertencimento, o DREX Cidadão pode reduzir a obediência econômica e fortalecer o direito de viver onde o corpo respira.

A economia pode permitir que cada Corpo-Território floresça com dignidade.

Frases para plano de governo

Tekoha é a memória viva do APUS dentro do corpo.

APUS é a Propriocepção Estendida; Tekoha é quando essa extensão vira memória, alimento, crença, costume, pertencimento e modo de ser.

O direito de viver onde o corpo respira é também o direito de formar um Tekoha saudável.

Pedra é rapidez, proteção e automatismo.

Tesoura é recorte, classificação e discernimento.

Papel é Fruição, Metacognição e pertencimento em Zona 2.

Zona 2 é quando o corpo pertence com Fruição, Metacognição, criticidade e Jiwasa Verdadeiro.

Jiwasa Verdadeiro é sentir: eu sou a força do grupo que me move, com liberdade interna.

Zona 3 é quando o espaço de movimentos possíveis se estreita e o corpo passa a carregar tensões antigas para novos momentos.

Uma cidade saudável é a que permite que seus corpos respirem, aprendam, convivam e criem.

Tekoha saudável sustenta pertencimento.

Tekoha fragilizado abre espaço para que pertencimento seja substituído por consumo, medo, dívida ou polarização.

DREX Cidadão é o metabolismo econômico mínimo para que o corpo permaneça vivo em seu território.

Uma política pública verdadeira pergunta que tipo de corpo, mente, Tekoha e pertencimento cada obra vai produzir.

Tekoha, APUS e Jiwasa formam uma tríade para o Estado do futuro: território vivo, corpo situado e coletivo que regula vida com criticidade.

 

Plan de Gobierno para Todo Cuerpo-Territorio

Government Plan for Every Body-Territory

Plano de Governo para Todo Corpo-Território

Human Behavior Map y Juventud 2026

Human Behavior Map and Youth 2026

Human Behavior Map e Juventude 2026

Enmiendas, Partidos y la Corrupción de la Pertenencia

Earmarks, Political Parties and the Corruption of Belonging

Emendas, Partidos e a Corrupção do Pertencimento

Tekoha, APUS y el Derecho a Vivir Donde el Cuerpo Respira

Tekoha, APUS and the Right to Live Where the Body Breathes

Tekoha, APUS e o Direito de Viver Onde o Corpo Respira

Jiwasa: Cuando el Yo Solo Existe en el Nosotros

Jiwasa: When the I Exists Only Within the We

Jiwasa: Quando o Eu Só Existe no Nós

Cuerpo-Territorio como Unidad Mínima del Estado Laico

Body-Territory as the Minimum Unit of the Secular State

Corpo-Território como Unidade Mínima do Estado Laico

Créditos de Carbono y Bosque en Pie como Economía Viva

Carbon Credits and Standing Forest as a Living Economy

Crédito de Carbono e Floresta em Pé como Economia Viva

DREX Ciudadano como Metabolismo del Estado

DREX Citizen as the Metabolism of the State

DREX Cidadão como Metabolismo do Estado

De la Patria de la Obediencia a la Patria de la Pertenencia

From a Homeland of Obedience to a Homeland of Belonging

Da Pátria da Obediência à Pátria do Pertencimento

El Solsticio y la Colonización del Calendario

The Solstice and the Colonization of the Calendar

O Solstício e a Colonização do Calendário

Yãy hã mĩy y la Colonización de la Infancia

Yãy hã mĩy and the Colonization of Childhood

Yãy hã mĩy e a Colonização da Infância

La Colonización de la Pertenencia

The Colonization of Belonging

A Colonização do Pertencimento

Plano de Governo Decolonial
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Jackson Cionek










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